12.4.07

Automóveis

Kia Cee’d 1.6 CRDi EX
O Conquistador

O Kia Cee’d 1.6 CRDi EX possui uma boa qualidade de construção, um motor agradável de explorar, uma habitabilidade e mala generosas para a classe e uma boa relação preço/equipamento. E como que a confirmar a confiança no seu produto, a marca coreana avança com um argumento de peso: sete anos de garantia.

Na história da reconquista cristã da Península Ibérica houve um cavaleiro que ficou famoso pelos seus feitos guerreiros. Chamavam-lhe Cid, o Campeador. Hoje em dia, a conquista da Europa, por parte da marca coreana Kia está também a cargo de um Cee’d, que possui trunfos suficientes para poder vir a tornar-se um campeão de vendas.
Confirmando a confiança que o construtor tem neste seu produto, temos uma interessante garantia de sete anos ou 150.000 km, facto que não deixará indiferente potenciais clientes.
Mas mesmo que este argumento de vendas não existisse, o certo é que a qualidade do produto é indesmentível, não só ao nível da construção, materiais e montagem, como do conforto de condução, motor, suspensão e leque de equipamento.
Uma estética exterior sóbria mas moderna envolve um muito espaçoso habitáculo (dentro da classe), capaz de acolher confortavelmente cinco adultos, ao passo que a mala revela uma boa volumetria para o segmento.
A posição de condução é correcta, e os comandos e instrumentos a par de uma boa ergonomia ostentam uma estética moderna e cativante. Além disso, existem uma série de pequenos e úteis gadgets, como a ficha USB para ligar equipamentos áudio, por exemplo.
Refira-se ainda que em termos de equipamento de conforto e segurança, este Kia Cee’d 1.6 CRDi
EX está muito bem equipado, sendo poucos os opcionais em falta.
Em estrada o motor 1.6 CRDi, que debita 115 CV às 4.000 rpm e um binário máximo de 255 N.m constante entre as 1.900 e as 2750 rpm, mostra um bom nervo na subida de regimes, sendo muito agradável de explorar. A suspensão, apesar de alguma dureza, é confortável e digere bem as irregularidades do piso.
Esta unidade apresenta um preço final de 31.740 euros, um valor que não choca se tivermos em conta o nível de equipamento, do qual se destacam opcionais como a pintura metalizada (250 euros), os estofos em pele (900) e o ESP (600).

Ficha Técnica

Cilindrada (cc) 1582
Potência máx. (CV/rpm) 115/4000
Binário máx. (N.m/rpm) 255/1900~2750
Emissões CO2 (g/km) 126
Velocidade máx. (km/h) 188
Aceleração 0/100 km/h (seg.) 11,5
Consumo misto (l/100 km) 4,7
Preço versão (€)
31.740

Túlio Gonçalves

Automóveis

Nissan Note 1.4 16v Acenta
Um grande pequeno

Através do seu modelo Note, a Nissan oferece o acesso a uma boa proposta dentro do segmento dos monovolumes compactos. Ágil e agradável de conduzir na cidade, mostra-se ainda capaz de garantir boas e confortáveis viagens.

Quando entramos no Nissan Note não podemos deixar de sentir uma agradável sensação de espaço, que surpreende tendo em conta as dimensões e o segmento desta proposta.
O interior deste Note 1.4 16v Acenta é agradável e está equipado q.b., sendo a posição de condução correcta e agradavelmente sobrelevada. Cinco adultos encontrarão o espaço suficiente para se acomodarem confortavelmente.
Os comandos e instrumentação são de fácil manuseamento e consulta, o volante oferece uma boa pega e o banco do condutor oferece um bom apoio.
No que respeita ao equipamento de conforto e de segurança, esse não desmerece face à concorrência e pode dizer-se, é um dos trunfos desta proposta!
A nossa versão montava o motor 1.4 litros (88 CV às 5.200 rpm), que como é natural embora não seja um portento, se demonstrou sempre à altura das mais exigentes solicitações urbanas. Se em cidade oferece uma boa agilidade e facilidade em subir de rotação, permitindo fluir sem dificuldades no trânsito, já em estrada mostra-se menos à vontade e revela consumos algo gulosos. Aliás, o consumo misto anunciado por fábrica é de 6,3 l/100 km.
O preço desta versão começa nos 17.584 euros, podendo a mesma ser enriquecida através de uma bem recheada lista de equipamento.
Em jeito de resumo, podemos afirmar que o Nissan Note 1.4 Acenta é uma opção a ter em conta pelos chefes de família que querem um veículo versátil, simpático e espaçoso.

Ficha Técnica

Cilindrada (cc) 1386
Potência máx. (CV/rpm) 88/5200
Binário máx. (N.m/rpm) 128/3200
Emissões CO2 (g/km) 150
Velocidade máx. (km/h) 165
Aceleração 0/100 km/h (seg.) 13,1
Consumo misto (l/100 km) 6,3
Preço desde (€) 17.584

T.G.

Ambiente

Óleo no cano? Não!

Muitos são os que gostam de um bife tenro acompanhado por boas batatas fritas caseiras. Certo, é que o óleo usado para fritar e voltar a fritar as nossas batatas, mais tarde ou mais cedo, tem sempre o mesmo fim - o cano de nossas casas! Assim, sem sabermos, estamos na origem duma catástrofe ambiental de pequena escala. Porquê? Porque cada litro de óleo que vertemos no cano é suficiente para contaminar aproximadamente 1.000.000 (um milhão!!!) de litros de água; o mesmo que cada um de nós consome, em média, durante 10 anos. Os litros de óleo que usamos durante um ano são muitos; ora são para batatas, petinga, jaquinzinhos, filhós, rabanadas e mais outras tantas iguarias. O grande problema é que estes “poucos” litros de óleo usado contaminam milhões e milhões de litros de água. Como todos nós fazemos isto em nossas casas, o volume de água contaminada é incomensurável.

De qualquer modo, não desanime. Pode fazer algo para evitar esta situação! Primeiro comece por não deitar fora a garrafa de óleo vazia. Guarde-a. Faça os seus cozinhados, as suas batatas fritas e fritos que tais e quando se estiver a preparar para deitar pelo cano o óleo usado… Pare! Vá buscar a tal garrafa de óleo vazia e verta lá para dentro esse óleo que estava quase a ir pelo cano. Tape bem a garrafa, feche-a num saco do lixo e deite-a no contentor. Este óleo vai agora para o aterro sanitário ou para a incineradora, deixando de causar um dano ambiental grave a um recurso cada vez mais precioso, a água.

Pensa que resolveu o problema? Não inteiramente! Ainda podemos fazer um pouco melhor. Sabia que o óleo alimentar usado pode ser processado e transformado em biodiesel? O biodiesel é um combustível, o mesmo que 18 autocarros da Carris já utilizam. Então a quem dar o óleo alimentar usado para que daí se fabrique biodiesel? Pois, aqui é que a situação se complica. Na verdade já existem algumas empresas especializadas um pouco por todo o país, mas apenas recolhem o óleo alimentar usado em restaurantes e cantinas. Ainda não existe um sistema de recolha global que permita entregarmos o óleo que usamos em nossas casas.

Eu lembro-me, que no início da década de 90, ia depositar o papel usado, jornais e revistas velhas no centro de limpeza da Câmara Municipal de Lisboa da Rua Correia Teles, em Campo de Ourique. O outro centro de recolha que conhecia ficava bem longe, na Av. Infante Santo. Na altura o meu pai dizia “se queres fazer reciclagem, vais lá tu levar o papel”! Agora, passados 15 anos, existem contentores de reciclagem dispersos nos bairros, não só de papel mas também de vidro e plástico. Ah, e agora quem recicla é o meu pai! Então, porque não começar por entregar o óleo usado, que afinal é uma matéria-prima em bruto, nestes centros de limpeza da CML? Por muito utópica que esta ideia possa parecer, seria excelente que as nossas juntas de freguesia (Alcântara, Campolide, Lapa, Prazeres, Sta. Isabel, Sto. Condestável e São Mamede) conseguissem implementar um protocolo com empresas de recolha de óleo alimentar usado para que estas aí instalassem os meios necessários à sua recolha. Assim, o óleo alimentar usado que era uma ameaça ambiental pode ser uma matéria-prima valiosa. Com a sua recolha generalizada alcançar-se-ia uma melhoria ambiental significativa e seria um exemplo a seguir pelas restantes freguesias da cidade e do País. O desafio está lançado!

Tudo isto, porque nunca nos podemos esquecer que a Terra não é só nossa, é também de todas as gerações vindouras!

Pedro Morais